11 de setembro de 2021

Governo de SP irá vacinar com Pfizer quem tem 2ª dose de AstraZeneca atrasada

Governo de SP irá vacinar com Pfizer quem tem 2ª dose de AstraZeneca atrasada

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (10) que a partir da próxima semana quem estiver com a 2ª dose da vacina Astrazeneca atrasada poderá se vacinar com Pfizer.

 

A medida é para garantir o esquema vacinal completo de muitos brasileiros de São Paulo diante do apagão do Ministério da Saúde, que deixou de enviar quase 1 milhão de doses ao Estado em setembro. Poderão se vacinar quem estiver com a dose de Astrazeneca vencida entre os dias 1 e 15 de setembro.

 

Durante o final de semana, o Governo de SP vai entregar aos municípios 400 mil doses de Pfizer extras que chegaram nos últimos dias ao estado e serão remanejadas para a aplicação desta segunda dose. Os municípios também poderão aplicar vacinas da Pfizer que eventualmente tiverem em seu estoque

 

A medida emergencial do Governo de SP visa amenizar os transtornos causados pelo não envio das doses de Astrazeneca por parte do Ministério da Saúde e vale apenas para quem teve a segunda dose vencida nestes 15 dias. A expectativa da saúde estadual é que nos próximos dias o órgão federal possa mandar mais doses ao estado, regularizando a situação.

 

O não envio destas doses pelo Ministério da Saúde descumpre uma obrigação do órgão federal em disponibilizar vacinas necessárias à imunização complementar das pessoas que já tomaram a primeira dose da vacina.

 

“Fizemos um grande movimento no dia de hoje, remanejamos nossos estoques e disponibilizamos todas as doses da Pfizer existentes para amenizar a situação.

 

Aguardamos o envio imediato de mais imunizantes da Astrazeneca ou mais doses da Pfizer para que possamos vacinar a totalidade da população que aguarda a segunda dose”, destaca Regiane de Paula, coordenadora do Plano Estadual de Imunização (PEI).

 

A intercambialidade destas vacinas foi chancelada pelo Comitê Científico do Governo do Estado e pelo PEI, que embasaram a decisão em estudos da Organização Mundial de Saúde e orientações do próprio Ministério da Saúde. A decisão também foi aprovada em deliberação bipartite com o Conselho dos Secretario Municipais de Saúde de São Paulo (Cosems).

 

Fonte:  Governo de SP

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