4 de maio de 2026

Queda de paramotor termina em morte em área rural de Lucélia

Queda de paramotor termina em morte em área rural de Lucélia
Acidente pode ter relação com uma linha de pipa. Caso será investigado pelas autoridades.

Um acidente envolvendo a queda de um paramotor resultou na morte de um homem na tarde desta segunda-feira (4), em uma área rural em Lucélia. A ocorrência foi registrada por volta das 17h30 e mobilizou diferentes equipes.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por populares. O atendimento foi realizado pelos agentes da Estação de Bombeiros de Adamantina.

Ao chegarem ao local os bombeiros encontraram a vítima — um homem adulto — caída ao solo e em parada cardiorrespiratória. Foram iniciadas imediatamente manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP), e o homem foi socorrido até o pronto-socorro de Lucélia. No entanto, ele não resistiu aos ferimentos e morreu após o atendimento.

A vítima foi identificada como um policial penal aposentado, nascido em 1972.

Informações preliminares apontam que o acidente pode ter sido provocado pelo enrosco do paramotor em uma linha de pipa, o que teria ocasionado a queda da aeronave.

A Polícia Militar prestou apoio na ocorrência e permaneceu responsável pela preservação da área. O caso será apresentado no plantão da Polícia Civil em Adamantina, que requisitou perícia técnica para apurar as causas e circunstâncias do acidente.

Neste domingo (3), um acidente com linha cortante tirou a vida de uma adolescente de 12 anos, em Álvares Machado, na região de Presidente Prudente. O caso é investigado pelas autoridades.

Paramotor

A prática do paramotor — modalidade do voo livre com motor acoplado — exige atenção a normas específicas e, principalmente, ao cumprimento de regras de segurança. No Brasil, a atividade é considerada desportiva e não possui a mesma regulamentação rígida da aviação civil tradicional, mas segue diretrizes da Agência Nacional de Aviação Civil e orientações do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

Embora não seja exigida habilitação formal como em aeronaves convencionais, é altamente recomendado que o piloto realize cursos com instrutores qualificados. A formação inclui noções de meteorologia, navegação, segurança e controle do equipamento.

Linha cortante

Já a soltura de pipas com linhas cortantes – situação que pode ter relação com a queda da aeronave em Lucélia – o estado de São Paulo tem lei que proíbe as linhas cortantes. Segundo define o artigo 1º da Lei Nº 17.201, de 4 de novembro de 2019, “Ficam proibidos o uso, a posse, a fabricação e a comercialização de linhas cortantes compostas de vidro moído conhecido como cerol, bem como a importação de linha cortante e industrializada obtida por meio da combinação de cola madeira ou cola cianoacrilato com óxido de alumínio ou carbeto de silício e quartzo moído, ou qualquer produto ou substância de efeito cortante independente da aplicação ou não destes produtos nos fios ou linhas, conhecido como linha chilena/linha indonésia, utilizadas para soltar pipas”.

O desafio, portanto, é a fiscalização para identificar e punir quem produz, comercializa ou utiliza esses materiais.

(Ocorrência em andamento. Conteúdo sujeito a atualizações).

 

Fonte: Siga Mais

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