Na madrugada da última terça-feira (3), moradores de várias regiões do Brasil puderam acompanhar um espetáculo raro no céu: o primeiro eclipse lunar total de 2026, popularmente conhecido como “Lua de Sangue”. O fenômeno ocorreu entre aproximadamente 5h e 6h da manhã (horário de Brasília), quando a Lua adquiriu um tom avermelhado ao atravessar a parte mais escura da sombra da Terra.
Durante um Eclipse lunar total de 3 de março de 2026, a Terra se posiciona exatamente entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural. Nesse momento, a Lua passa pela região mais escura dessa sombra, chamada Umbra (astronomia), o que provoca a coloração avermelhada característica do fenômeno.
Visibilidade limitada no Brasil
Apesar de ter sido visível em todo o território brasileiro, o eclipse ocorreu próximo ao amanhecer, o que limitou a observação em diversas cidades. Em muitas regiões, a Lua já estava se aproximando do horizonte no momento das fases principais do eclipse, dificultando a visualização completa do fenômeno.
Mesmo assim, moradores de cidades do interior paulista, como Adamantina, registraram imagens do evento nas redes sociais, compartilhando fotos e vídeos do breve momento em que a Lua assumiu a tonalidade avermelhada no céu.
Por que a Lua fica vermelha?
A coloração avermelhada ocorre porque, durante o eclipse, a luz do Sol atravessa a atmosfera da Terra antes de alcançar a Lua. Nesse processo, as cores azuladas são dispersadas, enquanto os tons avermelhados conseguem atravessar e iluminar o satélite, criando o efeito visual conhecido como “Lua de Sangue”.
Próximos eclipses
Embora outros eclipses lunares ocorram nos próximos anos, especialistas apontam que um eclipse lunar total com boa visibilidade no Brasil deverá acontecer novamente apenas em 2029. Até lá, alguns eclipses parciais e penumbrais ainda poderão ser observados.
Para os apaixonados por astronomia, o fenômeno da madrugada de terça-feira reforça o fascínio dos eventos celestes e mostra que, mesmo por poucos minutos, o céu pode oferecer um verdadeiro espetáculo natural.
Por Rita Nery