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Projeto pós-Covid atendeu 34 pacientes com sequelas da doença em quase três meses de funcionamento

O projeto Novo Respirar foi implantado pela Secretaria Municipal de Saúde e colocado em funcionamento no dia 22 de abril deste ano, com o objetivo de promover a melhora da qualidade de vida de pacientes pós-Covid, por meio da implementação de um plano de reabilitação em enfermagem, nutrição e fisioterapia para pacientes que saíram recentemente de internação.

 

O Folha Regional solicitou nesta semana os números relacionados ao funcionamento para destacar a importância do projeto.

 

Nestes quase três meses de atendimentos, 34 pacientes foram ou continuam sendo assistidos pelos profissionais do projeto. Deste total, 21 são mulheres (62%) e 13 homens (38%).

 

Ainda segundo os dados passados à reportagem, as principais sequelas reclamadas pelos pacientes são dispneia, fraqueza muscular generalizada, cansaço e dores articulares. Sintomas associados aos sinais clínicos de instabilidade da saturação de oxigênio, alteração da pressão arterial e da glicemia.

 

O coordenador do Novo Respirar, professor mestre João Roberto Cordioli Junior, relatou que nos atendimentos percebeu-se que quanto maior o tempo de internação, maiores são as perdas musculares nos pacientes. “Além disso, foi identificado que, pacientes que eram praticantes de atividade física tiveram melhora mais rápida e consequentemente uma alta precoce.

 

“O paciente sai com alta responsável já com a prescrição para Fisioterapia Respiratória e Motora Pós-Covid, porém existem diversas maneiras desse encaminhamento chegar até a equipe de Residentes multiprofissional, sendo elas: Município tem uma planilha de triagem salva no Google Drive que é alimentada diariamente pelas Enfermeiras Chefes das ESFs, Central Covid ou algum dos profissionais da equipe de residentes pode receber no CIS em período de atendimento. Como a prescrição sempre se dá a Fisioterapia, o paciente imagina e/ou entende que irá receber somente os cuidados da Fisioterapia, porém quando a equipe entra em contato com o paciente e quando este chega para avaliação é apresentado o projeto, a equipe e as estratégias de cuidados na qual contempla o serviço multiprofissional”, acrescenta o responsável pelo projeto.

Para realizar todo esse fundamental atendimento pós-Covid, existe uma equipe formada por 3 residentes, sendo 1 enfermeiro, 1 nutricionista e 1 fisioterapeuta. “Hoje, a Residência Multiprofissional dispõe de 2 equipes R1 que totalizam 6 profissionais e 2 equipes R2 com mais 4 profissionais. Os serviços são caracterizados e conduzidos mediante a expertise de cada área profissional. E para o tratamento são utilizados os instrumentos de coletas de dados no início e na alta do paciente. Já para reabilitação, é elencada após anamnese e discussão em grupo um tratamento específico pra cada paciente”, completou o coordenador.

Fonte: Adamantina Net

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