Mãe de 39 anos é acusada de tentar matar a própria filha

Uma mulher de 39 anos (M.N.L.V), acusada de tentar matar a própria filha, uma menina de seis  meses por asfixia  no Pronto Atendimento  de Junqueirópolis  foi presa  em flagrante nesta terça-feira, 12, por tentativa de homicídio.

Era a segunda vez que a criança havia sido encaminhada ao Pronto Atendimento naquele dia. De acordo com informações do boletim de ocorrência da PM de Junqueirópolis, a guarnição já havia atendido a ocorrência hora antes visto que a criança havia sido diagnosticada com fraturas em duas costelas que possivelmente seria agressão anterior da própria mãe e a médica plantonista optou pela internação pois a mesma também estava com a saúde fragilizada.

A avó materna, ao saber da internação, evadiu-se do Pronto Atendimento, sem autorização médica. O Pronto Atendimento acionou a Polícia Militar e o Conselho Tutelar que foram até o endereço da residência dos pais, na rua Roberto Marinho, vila Santa Ruth, e determinaram que a criança precisava voltar ao hospital pois necessitava dos atendimentos médicos.

Por volta das 17h20, a Polícia Militar foi acionada novamente pelo Pronto Atendimento, desta vez com a denúncia da tentativa de homicídio por parte da mãe de nome Mirella contra a filha bebê. Já sabendo que a criança estava sob responsabilidade dos enfermeiros e do Conselho Tutelar, os policiais dirigiram-se ao quarto e deram voz de prisão em flagrante à mãe por tentativa de homicídio.

De acordo com informações de testemunhas à Polícia, a mãe foi flagrada tentando asfixiar a criança, enquanto a amamentava com a mamadeira tampando o nariz na tentativa de impedi-la respirar.

O delegado de Polícia de Junqueirópolis, Eliandro dos Santos, confirmou que a acusação de  tentativa de homicídio contra Mirella foi ratificada  tendo  provas testemunhais do ocorrido no Pronto Atendimento.  De acordo com o delegado, a acusada foi encaminhada à cadeia pública de Dracena e passará por audiência de custódia no Fórum de Junqueirópolis nesta quarta-feira, 13h onde o juiz definirá se a prisão será mantida ou não.

Conforme a Polícia Civil apurou também a criança já havia sido atendida no mês de janeiro no Pronto Atendimento, também com suspeitas de maus-tratos.

TESTEMUNHAS – O Boletim de Ocorrência da PM, apontou depoimentos de enfermeiras e o pai de uma criança que estava no mesmo quarto da vítima.

A primeira testemunha informou à Polícia Militar, que Mirella estava tentando fazer a menina beber a mamadeira de forma forçada.  A testemunha que estava com o filho internado no mesmo quarto, afirmou ter presenciado Mirella dando leite na mamadeira com a criança deitada e após encher a boca da bebê, tampava seu nariz com o intuito de afogá-la.

Momento que enfermeira entrou e tomou as providências. A enfermeira informou ter ouvido choro bem forte vindo do quarto destinado à internação de crianças e ao chegar na porta viu a mãe tampando as narinas de sua filha que ao notar a sua presença cessou a agressão.

Outra enfermeira também testemunhou que foi até o quarto da criança e viu a mãe tampando o nariz da criança e apertando a mamadeira de forma rápida, questionada, a mãe disse que a bebê não queria mamar.  Com a voz de prisão em flagrante delito pela PM, a mãe foi conduzida ao Plantão Policial.  A criança ficou sob custódia da Justiça, até ter alta médica do hospital.