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De Mariápolis, lavrador é condenado a 12 anos de reclusão por assassinato ocorrido em fevereiro

Animal possuía ferimentos não tratados.

Em sessão de julgamento realizada pelo Tribunal do Júri da Comarca de Adamantina, o lavrador José Alessandro de Vasconcelos, morador em Mariápolis, foi condenado nesta quarta-feira (20) a 12 anos de reclusão, sem direito de responder em liberdade, pelo assassinato de Elaidio Almeida Ferreira, ocorrido no dia 27 de fevereiro deste ano, no centro de Mariápolis.

 

A sessão de julgamento foi presidida pela juíza Ruth Duarte Menegatti, onde os jurados acataram, por maioria, as acusações fundamentadas pelo promotor de justiça, pelo crime caracterizado como homicídio qualificado mediante emboscada, descartando assim a tese de privilégio da violenta emoção, apresentada pelos advogados de defesa do réu.

 

O julgamento no plenário do júri começou às 9h, no Fórum de Adamantina, e terminou pouco antes das 16h. Após a deliberação dos jurados, a juíza proferiu a sentença (Processo 1500058-64.2021.8.26.0592). O julgamento reconheceu a qualificadora acerca da emboscada – o que agravou sua pena – e não permitiu que o réu recorra em liberdade da sentença, por se tratar de crime grave e hediondo.  A magistrada reconheceu, porém, o atenuante em razão da confissão.

 

O crime

O crime ocorreu na noite de 27 de fevereiro em Mariápolis, quando José Alessandro de Vasconcelos foi preso em flagrante pelo assassinato de Elaidio Almeida Ferreira. Na ocasião a Polícia Militar foi chamada pelo 190, quando populares informaram sobre o crime. Os policiais foram ao local para apuração e providências iniciais, quando se depararam com a vítima aparentemente sem vida, já caída no meio da rua São Sebastião, centro de Mariápolis, ferida e sangrando. O Corpo de Bombeiros foi acionado, sendo mobilizada uma equipe de socorridas de Adamantina, que constatou o óbito.

 

Na época, os policiais militares – diante de informações preliminares, inclusive do depoimento da testemunha de testemunha que presenciou o crime e descreveu as características do suspeito, conhecido pelo apelido de “Bigode” – encontraram o lavrador em sua residência, quando se entregou e confessou o crime.

 

Em seu interrogatório à polícia, no dia da sua prisão, ele justificou o crime relatando que vinha sendo ameaçado pela vítima, decidindo mata-lo. No dia, aproximou-se da casa da vítima e quando o avistou desferiu três golpes em sua cabeça com um pedaço de pau. O agressor disse que achou a madeira pelo caminho, enquanto circulava pelo local dos fatos.

 

Com base nessas informações, à época, a Justiça converteu a prisão em flagrante, feita pela Polícia Militar e ratificada pela Polícia Civil, em prisão preventiva. Desde então ficou preso, período em que respondeu ao inquérito e aguardou o julgamento.

 

Fonte:  Siga Mais

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