Júri condena dois irmãos e absolve terceiro réu por homicídio no Jardim Primavera, em Adamantina
Alexandre dos Santos foi absolvido pelos jurados. Ele, ao lado do seu advogado, Alexandre Ramenzoni, que atuou em sua defesa (Cedida).
Em sessão do Tribunal do Júri de Adamantina nesta quinta-feira (5), os irmãos Robinson Leoncio da Silva e Renan Leoncio da Silva foram condenados pelo homicídio de um homem de 33 anos, ocorrido em 29 de janeiro do ano passado, no Jardim Primavera. O terceiro réu no caso, Alexandre dos Santos, foi absolvido pelos jurados. Os três réus estavam presos, aguardando julgamento.
A sessão do Tribunal do Júri foi aberta no início da manhã com o sorteio dos jurados. Os nomes sorteados, mantidos, compuseram o conselho de sentença. O Ministério Público sustentou as acusações aos três réus. Já os advogados das partes argumentaram pela defesa dos respectivos réus, dentro dos ritos próprios do julgamento.
Os irmãos Renan e Robinson foram assistidos pelos advogados Bruno Félix de Paula, Luís Henrique Souza Santos e Rafael Nonaka da Silva. Já Alexandre dos Santos foi assistido pelo advogado Alexandre Lima Ramenzoni.
Os trabalhos transcorreram durante todo o dia. O conselho de sentença, formado por pessoas da comunidade, reconheceu os crimes imputados aos irmãos réus, após votação na sala secreta, no final da tarde, e absolveu Alexandre.
Com a decisão pela condenação dos irmãos, coube à juíza Ruth Duarte Menegatti, presidente da sessão de julgamento, fazer a dosimetria da pena, fixada em 14 anos, em regime fechado. Eles seguem presos no sistema penitenciário estadual.
Na mesma decisão a juíza expediu o alvará de soltura do homem inocentado, que agora aguarda os trâmites legais para ser colocado em liberdade. A expectativa é que sua soltura ocorra nesta sexta-feira (6).
O julgamento analisou a participação dos três acusados no episódio que terminou com a morte da vítima e envolveu disparos de arma de fogo. Os irmãos foram pronunciados por homicídio qualificado, e acabaram condenados, enquanto Alexandre respondeu pela acusação de tentativa de homicídio (por três vezes), porém absolvido.
De acordo com os autos, Robinson e Renan foram pronunciados como incursos no artigo 121, § 2º, incisos III e IV, do Código Penal, que trata do homicídio qualificado por meio cruel ou que possa resultar perigo comum e mediante recurso que dificulte ou impossibilite a defesa da vítima.
Já Alexandre dos Santos foi pronunciado por tentativa de homicídio, com enquadramento no artigo 121, caput, combinado com os artigos 14, inciso II, e 73 do Código Penal. A acusação considerou três ocorrências de tentativa de homicídio.
Como ocorreu o crime
O homicídio foi registrado em 29 de janeiro de 2025, no Jardim Primavera, em Adamantina. Na ocasião, a vítima, um homem de 33 anos, foi morta a tiros.
As primeiras prisões ocorreram no dia seguinte ao crime, quando os irmãos Robinson e Renan, de 34 e 36 anos, foram presos preventivamente após solicitação da Polícia Civil. Eles não haviam sido localizados durante a fase inicial das investigações e, posteriormente, se apresentaram à polícia.
Um terceiro homem, identificado como Alexandre dos Santos, também foi preso preventivamente na ocasião. Ele estava com a vítima no dia do homicídio e, inicialmente, havia sido ouvido na condição de vítima, sendo liberado após apresentar sua versão dos acontecimentos.
Com a localização e a prisão dos irmãos, novas informações foram incorporadas à investigação, que passou a considerar divergências entre as versões apresentadas pelos envolvidos, levando o terceiro envolvido à prisão.
O conflito entre as versões, e a dinâmica dos fatos, exigiram a reconstituição do crime, realizada em julho do ano passado.
As circunstâncias do confronto e a participação de cada envolvido foram objeto da ação penal que culminou no julgamento pelo Tribunal do Júri.
Fonte: Siga Mais