O que a Casa do Garoto precisa da população de Adamantina para continuar cuidando de 122 crianças?
Uma história que começou com uma doação, atravessou gerações e hoje tem um novo desafio: manter o trabalho e ampliar o atendimento
Há histórias que não pertencem a uma pessoa, mas a uma cidade inteira. A da Instituição Solidária Carlos Pegoraro – Casa do Garoto, em Adamantina, é uma delas.
Em 2026, a instituição completa 70 anos. E conhecer essa trajetória é entender também por que, depois de sete décadas, a participação da sociedade continua sendo fundamental.
Parte dessa história foi compartilhada durante uma coletiva de imprensa realizada na sala da atual presidente, Ivone Gonçalves Ramos, acompanhada da vice-presidente Regiane Ruete e da diretora Neide. Entre lembranças e relatos, surgiu uma história marcada por pessoas que decidiram dedicar tempo, trabalho e recursos à infância.
Tudo começou antes de a Casa do Garoto existir
A instituição foi criada em 1956, inicialmente com o nome Carlos Miranda Pegoraro. Mas o movimento que deu origem ao trabalho começou um ano antes.
Um grupo ligado à Igreja Católica já se reunia para tratar de questões relacionadas à maternidade e à infância. Foi nesse contexto que surgiu uma das bases da futura instituição.
O casal Carlos Pegoraro e Felícia, que não tinha filhos, fez a doação de 20 alqueires de terra. A partir desse gesto começou uma história que transformaria aquela propriedade em um espaço de acolhimento e cuidado.
Crianças e adolescentes passaram a ser recebidos como filhos do coração.
A primeira presidente foi Sônia Guerra, que conduziu a instituição durante 33 anos.
Em 1988, Ivone chega. E o desafio continua
Depois de 33 anos, em 1988, Ivone Gonçalves Ramos chegou à Casa do Garoto.
Naquele período, manter a instituição funcionando exigia criatividade e muito trabalho. Uma das formas de levantar recursos era plantar, colher e vender a produção da própria propriedade. O dinheiro arrecadado ajudava a custear a manutenção da Casa.
Em 1989, a comunidade espírita assumiu a instituição.
O propósito permaneceu o mesmo.
Independentemente de quem estivesse na condução, a prioridade continuou sendo o atendimento às crianças e adolescentes.
De 40 para 122 crianças
A Casa do Garoto cresceu ao longo dessas sete décadas.
No início, eram aproximadamente 40 crianças atendidas. Hoje são 122.
E existe uma realidade que merece a atenção de toda a comunidade: há crianças esperando por uma vaga na creche.
Ao mesmo tempo em que a demanda aumenta, também aumentam os custos para manter profissionais, alimentação, estrutura e todos os serviços necessários para o atendimento.
A instituição busca recursos junto às esferas municipal, estadual e federal, mas as ações promovidas pela própria Casa e o apoio da sociedade continuam sendo parte importante dessa manutenção.
Agora é a vez de Adamantina participar dessa história
No ano em que completa 70 anos, a Casa do Garoto decidiu comemorar de uma maneira que combina com sua própria trajetória: reunindo pessoas e transformando uma celebração em ajuda.
No dia 10 de outubro, acontece o jantar “Pasta de Nonna – Filantropia com Prazer”, na Casa de Eventos King.
Será um jantar dançante, com um cardápio preparado para a ocasião:
Spaghetti, Rondelli, Ravioli, Lasanha de Berinjela, Mainha ao molho e doces artesanais.
Bebidas não alcoólicas e seleção de vinhos estarão à venda.
Os convites podem ser adquiridos pelo telefone/WhatsApp:
📲 18 99679-0421
70 anos não se constroem sozinhos
A história da Casa do Garoto começou com pessoas que acreditaram que era possível fazer alguma coisa pela infância.
Setenta anos depois, a necessidade continua existindo.
Por isso, o jantar não é apenas uma comemoração de aniversário. É uma oportunidade para a população participar diretamente da continuidade desse trabalho.
Quem compra o convite ajuda a instituição. Quem participa conhece um pouco mais dessa história. E quem ajuda contribui para que mais crianças possam ser atendidas.
A Casa do Garoto completa 70 anos. Mas a história ainda está sendo escrita.
E agora, a próxima página também depende de Adamantina.










